Punição e mentiras
Ensinar sem fazer a criança ter medo de contar.
Entender o que está por trás de esconder, fugir e repetir um comportamento.
Curso online · Natália Gontijo, psicóloga
Mas tenho ferramentas que podem te ajudar de verdade. Vou te mostrar o que seu filho aprende com as suas atitudes e o que você pode fazer nos momentos em que educar fica difícil. São ferramentas apoiadas em pesquisas, para usar na vida real, dentro da sua casa
Não tem milagre. Educar dá trabalho. Mas você não precisa fazer isso no escuro. Confia. Continua aqui que eu te explico como isso funciona.
O que está em jogo
A bronca passa. O copo quebrado vai para o lixo. Mas a criança pode sair dali pensando: “Se eu errar de novo, é melhor esconder.” O medo de errar, de falar e de contar a verdade pode crescer junto com ela — e chegar até a vida adulta.
Pensa nesta cena
Se contar a verdade costuma terminar em grito, humilhação ou palmada, esconder pode parecer a saída mais segura. E, quando a mentira evita a bronca, ela pode aprender a usar essa saída de novo.
O adulto quer ensinar responsabilidade. A criança pode estar aprendendo a escapar. Pesquisas com crianças mostram que a ameaça de punição pode diminuir a disposição de contar a verdade.1
Mais tarde, ela vai precisar assumir erros, pedir ajuda e ter conversas difíceis. Que espaço está tendo para praticar isso agora?
O que pode ficar para depois
Quando fugir da bronca funciona, a criança perde uma oportunidade de aprender a reparar o erro. Vale olhar para o que se repete: ela está aprendendo a resolver ou apenas a não ser descoberta?
Quando precisar contar um problema ao parceiro ou assumir um erro no trabalho, o que queremos que ela saiba fazer?
Humilhar, fazer chantagem afetiva ou ameaçar retirar carinho para controlar não ensina a conversar. Estudos sobre esse tipo de controle encontraram dificuldades posteriores de autonomia e de relacionamento, inclusive na vida adulta.2
Como aprender a dizer “isso me machuca” ou “eu não concordo” se ter voz sempre traz medo?
Pesquisas relacionam punição física dura na infância a maior risco de transtornos de ansiedade e de humor na vida adulta. Agressões verbais também foram associadas a aumento de sintomas depressivos na adolescência.3
Por isso, uma criança ficar quieta depois de apanhar não é sinal de que ficou tudo bem.
Nada disso significa que o futuro já esteja decidido. Significa que vale mudar o que se repete agora.
Os estudos tratam de práticas diferentes: punição física, agressões verbais e controle psicológico. Não permitem colocar todo “não”, bronca ou consequência na mesma categoria. As cenas de trabalho e relacionamento nesta página ilustram por que aprender a enfrentar problemas importa; não são previsões sobre uma criança.
As pesquisas sobre vida adulta apontam associações e riscos, não uma causa única ou um destino inevitável. Uma revisão de 2025, com 189 estudos em 92 países de renda baixa ou média, também encontrou associação entre punição física e problemas de saúde mental, de comportamento e na relação entre pais e filhos.4
Posso te fazer outra pergunta?
Parece absurdo. Então por que a ideia ainda soa aceitável quando se trata de uma criança? Um beliscão, uma chinelada, um grito podem interromper a cena. Mas o que ensinam para a próxima?
Criando com Ciência
Vamos voltar ao copo. Seu filho contou que quebrou. Você pode reconhecer que ele falou a verdade e, depois, mostrar que também precisa ajudar a reparar o que aconteceu. Você cuida dos cacos; ele participa de um jeito seguro para a idade dele. Assim, contar a verdade não vira motivo de medo, e o erro não fica sem responsabilidade.
Eu sei que, na hora, nem sempre é fácil saber o que dizer ou fazer. Por isso, no Criando com Ciência, eu te mostro como usar estratégias da Psicologia apoiadas em pesquisas em situações como essa.5 Você não precisa estudar Psicologia: eu te explico o que fazer, por que aquilo faz sentido e como levar isso para a rotina com seu filho.

Punição e mentiras
Entender o que está por trás de esconder, fugir e repetir um comportamento.
Habilidades sociais
Ensinar a pedir, discordar e dizer “não” com respeito.
Emoções e frustração
Conversar sobre sentimentos e aprender a lidar com erros e limites.
Autonomia
Criar oportunidades para decidir e assumir responsabilidades possíveis para a idade.
Abra um módulo para ver as aulas.
Boas-vindas e funcionamento do curso — orientação inicial em texto
Quem conversa com você
Sou especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental, a TCC. Estudo como pensamentos, emoções e comportamentos se influenciam e trabalho com uma prática baseada em evidências.

E esse assunto também faz parte da minha vida em casa. Quando vejo uma boa atitude da minha filha, costumo dizer: “Você vai se tornar um adulto incrível.” É muito bonito acompanhar a autonomia que ela vem construindo nas pequenas coisas do dia a dia.
É um desejo que tenho para meus filhos e que sei que muitos pais compartilham. Por isso, quero que esse conhecimento chegue a outras famílias. No curso, eu traduzo o que estudo para ajudar você a educar seu filho pensando também na pessoa que ele está se tornando.
CRP 04/33474
Meu combinado com você
Não vou te prometer um filho que nunca mais mente ou faz birra. Também não vou oferecer acesso “para sempre” ou empilhar bônus só para fazer a oferta parecer maior. O acesso é de 365 dias. Quero ser clara sobre o que você está comprando.
Meu combinado é te entregar ferramentas fundamentadas em estudos da psicologia para entender melhor o que suas atitudes ensinam, colocar limites, lidar com conflitos e cuidar da relação com seu filho. Quero que você termine as aulas com mais clareza para agir nas situações reais da sua casa.
O curso custa R$ 297. Esse valor pode pagar um jantar para duas pessoas. O jantar termina naquela noite; o que você aprende aqui vai voltar com você para a próxima conversa difícil, o próximo erro e o próximo limite. É essa troca que estou propondo.
Para estudar no seu tempo
Se você quer educar sem repetir coisas que te machucaram, ou quer saber como colocar limites sem viver entre gritos e ameaças, essa conversa é para você.
Estudo individual, sem encontros ao vivo ou acompanhamento pessoal. Todas as aulas disponíveis após a confirmação da compra e liberação do acesso.
Antes de decidir
Sim. A conversa também passa por gritos, ameaças, mentiras, limites, emoções e autonomia. Você não precisa se reconhecer em todas as cenas.
Colocar limites continua sendo parte da educação. O curso trata de como ensinar sem fazer da dor e do medo a principal resposta.
O curso não promete prevenir ou tratar transtornos, nem eliminar todos os conflitos. Ele ensina caminhos para você rever suas atitudes e agir de maneira mais consciente. Cada família tem sua história.
O que você aprende aqui não fica preso a uma idade. Relação, limites, emoções e autonomia fazem parte de diferentes fases da infância. O jeito de agir muda conforme seu filho cresce, e eu te ajudo a entender como adaptar essas ferramentas ao momento dele.
O contato é [email protected]. O prazo de reembolso é de 7 dias, conforme as condições exibidas na compra pela Hotmart.
Você não precisa esperar a próxima situação sair do controle para começar a aprender outros jeitos de responder.
Quero começar o cursoEsses estudos fundamentam a discussão das práticas de educação; não avaliaram a eficácia do Criando com Ciência.